Um jovem viu toda sua aldeia ser massacrada por um misterioso sábio celestial, e ele próprio caiu sob lâminas cruéis. Ao ressuscitar, encontrou-se rodeado apenas por cadáveres. Carregando um ódio prof
Desde que o Grande Yu fundiu os nove caldeirões, a vasta terra de Shenzhou foi dividida em nove províncias: Ji, Yan, Qing, Xu, Yang, Jing, Yu, Liang e Yong. Yang ficava no extremo sudeste dessas terras; ao sul de Yang, uma cadeia de montanhas serpenteava como um dragão em movimento, por isso chamada de Montanha do Dragão Errante. Dizia-se que sob essa montanha estava aprisionado um dragão perverso. O topo permanecia coberto por um vasto mar de árvores verdejantes e a névoa pairava durante o ano inteiro. No sopé dessas montanhas, protegida pela natureza, havia uma pequena aldeia.
A aldeia erguia-se junto à montanha e ao rio. Os camponeses haviam talhado terraços nas encostas, onde cultivavam arroz. Era outono, e os campos, ainda não colhidos, formavam um mar dourado que ondulava ao vento. Uma trilha serpenteava entre os campos, ligando a estrada da montanha à aldeia — era o único caminho de saída, levando ao vilarejo mais próximo.
Por essa estrada vinham um homem de meia-idade, trajando-se como um estudioso, e um garoto de uns treze ou quatorze anos, de casaco simples e segurando um espeto de frutas cristalizadas. O menino saltitava, ocasionalmente virando-se para conversar com o homem.
— Pai, o festival de hoje no vilarejo foi diferente dos outros anos. Aqueles artistas eram incríveis, conseguiam cuspir fogo! As chamas subiam mais de três metros! — exclamava o garoto, ainda excitado ao recordar o que vira, abrindo os braços ao máximo para ilustrar a altura do fogo.
O homem sorria para o filho, olhos radiantes de alegria, e passava a mão pelos cabe