No interminável vazio, não havia estrelas, nem qualquer forma de vida, apenas a vastidão da noite. E, nesse cenário desolado, erguem-se blocos imensos de pedra, com formas retorcidas e ameaçadoras, como se fossem bestas monstruosas adormecidas no abismo.
Nesse silêncio gélido e imenso, uma figura solitária avançava lentamente pelo vazio. Seu rosto era marcado pela idade, mas seus olhos brilhavam com uma determinação indizível. A cada passo do ancião, passavam-se eras incontáveis, mas mesmo assim, naquela vastidão desolada, ele era apenas um grão insignificante diante do oceano cósmico.
De repente, como se pressentisse algo, o velho ergueu o olhar para as profundezas do vazio. Um sorriso de alegria despontou em seu rosto enquanto apressava o passo em direção ao desconhecido.
Não se sabe quanto tempo se passou, pois ali o tempo era imperceptível. O ancião chegou à orla de um continente, que resplandecia em tons azul-violeta, magnificamente belo no contraste com a escuridão fria ao redor.
Ao redor desse mundo, também havia inúmeras pedras gigantescas em forma de feras selvagens. Uma delas, perturbada pela presença do velho, começou a estremecer levemente. Essa pedra exalava uma aura indescritível, quase viva, e atrás dela arrastava dez longas faixas de pedra, como se fossem caudas. Subitamente, uma dessas caudas estremeceu violentamente e, como um cometa, desabou sobre o mundo abaixo.
"Ora..." murmurou o velho, surpreso com aquela visão fantástica, mas, já tendo presenciado tantas semelhantes, não se deixou abalar. Recuperando o foco