Qin Er descobriu que havia transmigrado, chegando a um mundo com habilidades especiais, fantasmas e também bruxas. Este mundo ainda é como gêmeos idênticos com a Terra. Qin Er: … Deuses acima! Não há
Qin Er segurava uma mochila de viagem abarrotada, sentado numa cadeira de plástico antiga, deixando-se levar pelo balanço do veículo conforme ele sacolejava pela estrada.
Ao seu lado, ocupando a poltrona mais interna, estava um jovem alto de expressão gélida, que, apesar dos solavancos do ônibus, mantinha-se imóvel, como uma montanha.
De repente, o ônibus passou por um enorme buraco e Qin Er foi literalmente jogado para cima com o impacto.
O jovem ao lado apenas se inclinou levemente, desviando-se do corpo de Qin Er, que, devido à inércia, quase encostou nele; era óbvio que não queria nenhum tipo de contato físico.
Com o antebraço, Qin Er se apoiou no encosto da cadeira da frente, forçando-se a sair da trajetória da inércia, evitando qualquer contato com o jovem. Já faziam três horas e meia que dividiam o mesmo ônibus, sem trocarem uma única palavra. Não era por Qin Er ser distante, mas sim porque o outro simplesmente não queria papo com estranhos.
“Atenção, passageiros, estamos chegando ao ponto Rua Norte de Kaiming, próximo à Rua das Tabernas. Preparem-se para descer. Próxima parada: Rua Sul de Kaiming...”
O ônibus mal havia parado e as portas já se abriram com pressa.
Qin Er colocou a mochila nas costas, pronto para se levantar.
“Isto é um assalto! Ninguém se mexa!”
Vários homens encapuzados e mascarados invadiram o ônibus pela porta aberta.
De novo? Quantas vezes já é isso? Qin Er resmungou internamente, mas seu corpo reagiu rápido, voltando a sentar-se, imóvel.
O jovem do lado nem alterou a postura.